quarta-feira, 8 de junho de 2011

Cotidiano Nas Aulas De Práticas Zootécnicas


O Cotidiano Das Aulas De Práticas Zootécnicas, Nas Séries Finais Do Ensino Fundamental Na Escola Municipal Agrícola Govº Arnaldo Estevão De Figueiredo.

Fabiane Araujo Borges

O convite de refletir sobre o cotidiano da prática pedagógica desenvolvida, faz perceber que em muitos momentos não há a mesma motivação e entusiasmo no decorrer do ano letivo em virtude dos contratempos pessoais ou mesmo profissionais. Por isso, muitas vezes, as aulas ocorrem de forma tradicional e copista, onde não abre espaço para perguntas, participações e interações,comprometendo a aprendizagem significativa dos alunos.
Neste contexto, há necessidade de “vigiar” o comportamento do educador, perante os alunos, para que os mesmos não sejam prejudicados. E nesta vigilância tento direcionar as aulas de Praticas Zootécnicas de forma participativa,  aproveitando o senso comum, referente as vivências no campo. No 6º ano, por exemplo, antes de iniciar o assunto de criação de galinhas caipiras, peço que todos escrevam o que sabem sobre o tema proposto e em seguida socializamos com o grupo maior. No final todos produzem um  novo texto reunindo os pré e os novos conhecimentos.
Na hora da socialização, para evitar o tumulto, discuto com os alunos qual a melhor maneira para socializarmos, de forma que todos sejam contemplados, sem bagunçarmos a aula, normalmente a maioria decide por sorteio. Quando os alunos começam a falar sobre o que sabem, perguntas de outros colegas vão surgindo e para evitar que atrapalhem quem está falando, peço que escrevam as perguntas no caderno e ao final da fala do colega, os questionadores lançam suas perguntas, ao grupo, que busca responder. Neste contexto, minha função é de mediadora até chegarmos as respostas necessárias.
Esta metodologia, comecei adotar depois de alguns anos em sala de aula, quando percebi que precisava mudar minha postura enquanto professora, para que meus alunos aprendessem melhor. Busquei estudar mais, aperfeiçoar, participar de formações educacionais ... Essenciais para mudanças nas práticas pedagógicas. E conforme Beatriz Magdalena e Ìris Costa sugerem, adotamos a metodologia que acreditamos ser eficaz no processo de ensino aprendizagem, onde assumimos e direcionamos funções na sala de aula. Por isso a necessidade  da continuidade dos estudos e estarmos conectados as mudanças!
            Nas aulas, dentre as categorias de perguntas, as  que apelam para memória, são as menos usadas, as outras são usadas constantemente. Conforme o comportamento da turma, as organizacionais ou as disciplinares são utilizadas mais vezes. Mas devo admitir, que é uma constante vigilância pessoal, falar menos e mediar mais, uma vez que sou fruto de uma educação tradicional, onde o bom professor  era aquele  que explicava e falava a aula toda, a aula boa era aquela em que copiávamos muito e neste contexto o bom aluno era o que não questionava, copiava, decorava e reproduzia tudo nas atividades e avaliações propostas.
            As problematizações em sala de aula, são essências para despertar nos alunos o interesse pela pesquisa. Uma vez pesquisadores, terão necessidade de encontrar suas respostas, mobilizando todo o grupo nesta busca, gerando discussões, criando novos conceitos e elaborando novos conhecimentos. Quando a aula parte de problemas, gerados pelo grupo ou levados pelo professor, desperta um espírito de disputa, interação e discussão, em busca de respostas. Em qualquer uma destas situações, a aprendizagem vai acontecendo de forma descontraída e significativa, pois há a participação dos alunos na busca do conhecimento.
            Porém, o que observo no cotidiano é que muitos alunos ainda preferem as aulas tradicionais, eles dizem que dá “menos trabalho”! Frases como: lá vêm a professora com suas perguntas! Passa logo  a resposta, professora! Para de conversar, passa logo no quadro, vai acabar a aula!... Acontecem todos os dias! Além dos alunos, pais e demais componentes da comunidade escolar, também pensam como estes alunos. Quebrar este paradigma, não é tarefa fácil e torna-se um dos contratempos profissionais, citados no início do texto, que me faz retroceder, algumas vezes, para aulas tradicionais.
Sabemos que quebrar paradigmas, descontruir e construir novos conceitos, não é fácil. E cabe a nós educadores mostrarmos as melhorias na aprendizagem, quando a aula  torna-se participativa, onde os alunos perguntam, investigam descobrem e buscam novos conhecimentos, tendo o professor como mediador.  Neste contexto, acredita-se que poderemos formar homens que sejam capazes de fazer coisas novas e não simplesmente repetir o que outras gerações já fizeram. Homens que sejam criadores, inventores, descobridores"( Jean Piaget).
                              

sábado, 4 de junho de 2011

PERGUNTAS

No decorrer do curso, onde estamos aprendendo sobre o projeto UCA, foi proposto que lessemos o texto idéias e assistíssimos o vídeo do canal futura, para depois respondermos as seguintes perguntas:

1)Que ideia ou conceitos centrais você identifica no texto do link “Ideias”?
A frase de Jean Piaget, na minha opinião, resume a idéia ou conceito central do texto proposto: 
"A principal meta da educação é criar homens que sejam capazes de fazer coisas novas, não simplesmente repetir o que outras gerações já fizeram. Homens que sejam criadores, inventores, descobridores". Jean Piaget . E o interessante é que quando esta frase foi escrita, nem imaginavam a era tecnológica que estamos vivendo e no entanto a principal meta da educação ainda continua sendo criar homens capazes de fazer coisas novas e não repeti-las, como a maioria da população tecnológica faz atravéz das funções COPIAR E COLAR , ou Ctrl C e Ctrl V. Ao mesmo tempo, vivenciamos também pessoas que estão despertanto para criar, inventar e descobrir, através das pesquisas e instrumentos tecnológico.
 
2)Por que as ideias desses autores foram selecionadas para abrir o módulo?
Acredito que a seleção foi feita na intenção de promover uma discussão no grupo sobre a importância dos aprendizes perguntarem, investigarem, descobrirem, buscarem e moverem-se para o aprendizado. Neste contexto, as aulas precisam ser diferenciadas, muito mais participativas., interativas!
Professor tornando-se mediador do conhecimento e alunos tornando-se produtores, pesquisadores. e não simplesmente, copistas...Todos em busca do conhecimento! Uma mudança de comportamento que envolve toda comunidade escolar, por isso vem gerando discussões necessárias e fundamentais para a melhoria da educação!

3)Qual o papel da pergunta na sala de aula?
O vídeo do canal futura, nos faz refletir sobre esta pergunta, afinal mostra que o que move o mundo não são as respostas, mas as perguntas! Na aprendizagem, acredito que acontece da mesma forma!
Reunindo as informações que tivemos nos textos propostos e neste vídeo, entendo que se quisermos que a aprendizagem ocorra satisfatoriamente, devemos promover aulas questionadoras e despertar nos alunos a vontade de buscarem as respostas. Se passarmos a levar questionamentos, sobre o conteúdo proposto em sala de aula, os alunos sentiram motivados para buscarem as respostas, irão se mobilizar para isto acontecer. Da mesma forma, não devemos deixar de responder as perguntas dos nossos alunos, ao contrário, devemos aproveitá-las para gerar mais discussão, propiciando momentos de aprendizagem!